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	<title>POPNOiD.COM &#187; Reala</title>
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		<title>Porque a veterinária ainda vai me matar</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 11:46:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Reala]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina Veterinária]]></category>
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		<description><![CDATA[<a href="http://popnoid.com/2012/01/31/porque-a-veterinaria-ainda-vai-me-matar/"><img align="left" hspace="5" width="100" height="100" src="http://popnoid.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC00109-150x150.png" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="essa vaca me ama s2" title="" /></a>Te dou uma palavra. Vaca. E sabe qual foi a primeira coisa que veio a sua mente? Aposto que foi algo assim: Só que a vaca em questão é essa. - Você é muito confiada. &#8211; repetiu meu superior mais uma vez. &#8211; Essa vaca ainda vai te pegar. Lógico que não dei bola. Sou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Te dou uma palavra. Vaca. E sabe qual foi a primeira coisa que veio a sua mente? Aposto que foi algo assim:</p>
<p align="center"><img src="http://popnoid.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC00109.png" class="blogimage" alt="essa vaca me ama s2" /></p>
<p>Só que a vaca em questão é essa.</p>
<p align="center"><img src="http://popnoid.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC00102.png" class="blogimage" alt="essa vaca me odeia" /></p>
<p>- Você é muito confiada. &#8211; repetiu meu superior mais uma vez. &#8211; Essa vaca ainda vai te pegar.</p>
<p>Lógico que não dei bola. Sou veterinária, então tenho essa mania idiota de achar que todos os animais são meus amigos (pequena nota: 99% dos veterinários são assim). Por causa disso mesmo, já fui mordida mais de uma vez. Por cachorros, não por vacas. Vacas não mordem. Quando estão irritadas ou mesmo assustadas com você, elas vão dar um jeito de te machucar. Pode ser com os chifres. Pode ser coice. Cabeçada. Ou mesmo, te prensar numa cerca ou num muro. Algumas vacas pisoteiam ou se ajoelham sobre você, e só saem de cima quando você para de se mexer. </p>
<p>- Não confie. &#8211; disse um outro amigo meu. &#8211; Boi que mata não é o boi bravo. Boi que mata é o boi de carro. Aquele boi que você está acostumado a lidar todo dia. De repente, ele vira e te mata. Simples assim.</p>
<p>Pois bem, a vaca em questão (aquela da qual meu superior falava) era uma vaca Nelore. Ligeira que só ela. Traiçoeira. Agia pelas costas e quando você menos esperava. Num momento, ela estava quietinha. No outro, ela estava correndo enfurecida na sua direção. Chamava-se 1828, embora também fosse conhecida por outros apelidos: Biscate, Tranqueira, Vaca Encardida, Nojenta, Fresca. Eu nunca tinha tido problemas com ela, porque ela era uma santa pra trazer pro curral. Mas meus dois superiores já sofreram com ela. Um deles precisou certa vez se jogar dentro do cocho pra fugir da vaca louca. Se ralou todo, mas escapou. No que se refere a Nelores, essa era diferente. Uma vaca Nelore é sim temperamental e mais, digamos, &#8220;selvagem&#8221; que vacas de outras raças. Mas elas são assustadas. Geralmente só correm um pouco na sua direção pra te assustar, e param quando vêem que você não é mais ameaça. A 1828 era diferente: ela corria pra pegar. </p>
<p>Eu nunca tinha tido problemas com ela até então. Geralmente eu entrava na baia dela, levava ela até o tronco e a trazia de volta para a baia. Era uma vaca educada comigo, por assim dizer. Eu tinha outras preocupações, como a vaca 28. Ela ficava na primeira baia e dava duas da 1828, além de ter chifres de tamanho respeitável. A 28 já tinha tentado me pegar, a tranqueira. Mais de uma vez, inclusive. E já tinha pegado minha amiga, coisa que me deixava 126351726531 vezes mais receosa toda vez que precisava entrar na baia dela. Tinha a 2500, que tinha o péssimo hábito de ir até o curral e depois voltar correndo pra baia. Na verdade, levava 3 ou 4 tentativas por dia pra conseguir colocar a vaca no curral. Era frustrante: eu estava levando a vaca, ela dava meia volta e saía correndo na direção contrária. Uma, duas, quatro, VINTE VEZES PUTAQUEPARIU ENTRA NO CURRAL VACA! Tinha a 1802, que não voltava nem que o diabo a carregasse para a própria baia. As vacas ficavam divididas aos pares, e a 1802 não se dava bem com a sua companheira de baia, a 1525.</p>
<p>Mas então, o assunto ainda é a 1828. Foi o dia que finalmente parei de confiar na minha sorte e tive que encarar a realidade. Nesse dia, a 1828 estava solta num piquete e, como de costume, entrei no piquete para levá-la até o curral. Não sei como reproduzir os barulhos que a gente fazia pra tocar vaca, mas é uma combinação interessante de gritos, grunhidos e assovios. Cada um tem o sei jeito e o meu era mais ou menos assim.</p>
<p>- 1828! BORA VACA! Ô! ÔA! Ô! BORA VAAAAAAAACA! VAMO 1828!</p>
<p>Nessa parte ela deveria sair tranquilamente do piquete e ir até o curral, como sempre fazia. Só que nesse dia, ela ficou parada me encarando. Gritei com ela de novo, tentando soar mais autoritária. Nada. Gritei mais uma vez e finalmente obtive algum resultado. Ela estava correndo. Não pro curral. Na minha direção. Feito idiota, comecei a correr de costas. Não de costas pra vaca, visto que eu estava deveras preocupada com os chifres. Eu estava de frente pra ela, segurando um tocador (um pedaço de pau fino e comprido que a gente usava pra tocar vaca, doh) e rezando pra que aquilo fosse o suficiente pra me eu defender. Sem olhar pra trás e bem mais preocupada em continuar encarando a 1828 enquanto balançava o tocador na direção dela. Foi aí que eu não vi a inclinação no terreno e literalmente rolei morro abaixo, feito uma bola de praia. Se não fosse por isso, ela teria me pegado. Puta merda, ela quase me pegou.</p>
<p>- Mariana! LEVANTA MARIANA!</p>
<p>Não sei quem gritou comigo primeiro, mas precisei de alguns gritos pra me dar conta de que estava estabacada no chão encarando a vaca e paralisada pelo medo. Se a 1828 bem quisesse, poderia muito bem ter vindo até mim e me feito de carpete pra limpar os cascos. Vocês já viram aquelas imagens de touradas onde o touro ergue o toureiro com os chifres e o joga no ar como se fosse um boneco de pano? Essa seria eu se não me levantasse rapidinho dali. Eu tremia, mas consegui escapar do piquete pela cerca. A 1828 nem se mexeu, ficou só me olhando. Ela estava querendo deixar claro quem mandava! Eu teria ficado muito puta se não estivesse mais preocupada com a segurança dos meus órgãos internos&#8230;</p>
<p>Pra minha sorte, ela não chegou nem perto de me machucar. Graças a minhas propriedade aerodinâmicas e a minha capacidade de rolar morro abaixo, eu escapei. Mas não tive essa sorte em outros episódios. Mas fica pra outro post. <strong>:)</strong></p>
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		<title>Já abraçou seu veterinário hoje?</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Sep 2011 15:43:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana M.</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Reala]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina Veterinária]]></category>
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		<description><![CDATA[<a href="http://popnoid.com/2011/09/09/ja-abracou-seu-veterinario-hoje/"><img align="left" hspace="5" width="100" height="100" src="http://popnoid.com/wp-content/uploads/2011/09/DSC00701-150x150.jpg" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="Sim, eu sou Médica Veterinária :P" title="" /></a>O veterinário é uma criatura mágica: muitas vezes, as pessoas parecem não se lembrar que ele precisa de dinheiro também. Mesmo numa festa ou num bar, o veterinário é abordado pelos amigos com dúvidas sobre seus animaizinhos de estimação. &#8220;A Princesa anda meio tristinha&#8230;&#8221; &#8220;Quanto tempo devo esperar pra cruzar o Maguila?&#8221; &#8220;A Fifi só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O veterinário é uma criatura mágica: muitas vezes, as pessoas parecem não se lembrar que ele precisa de dinheiro também. Mesmo numa festa ou num bar, o veterinário é abordado pelos amigos com dúvidas sobre seus animaizinhos de estimação. </p>
<p>&#8220;A Princesa anda meio tristinha&#8230;&#8221;<br />
&#8220;Quanto tempo devo esperar pra cruzar o Maguila?&#8221;<br />
&#8220;A Fifi só comeu quatrocentos gramas de ração hoje ao invés dos quinhentos que ela come normalmente!&#8221;</p>
<p>Quase sempre paciente, o veterinário responde. Mais exames são necessários. As pessoas parecem se irritar. Aparentemente, o veterinário tem que saber tudo sem sequer olhar o talvez-nem-futuro paciente. Mas veterinário é gente também. </p>
<p>Então, você já deu os parabéns pra ele?</p>
<h3>Mas eu não tenho animal de estimação&#8230;</h3>
<p>Sabe a carne que você come? O leite que você bebe? O couro que você veste/usa pra encapar os bancos do seu Opala rebaixado-com-adesivo-do-Timão? São todos produtos de origem animal. Por trás de todos eles, há um veterinário. O veterinário responsável pelos bovinos, antes mesmo de eles nascerem. O veterinário que inseminou a vaca. O veterinário que preveniu ou tratou doenças. O veterinário responsável pela qualidade da carne depois do abate.</p>
<p>Então, você já deu os parabéns pra ele?</p>
<h3>Mas eu sou veggan!</h3>
<p>Raiva, Leishmaniose, Leptospirose, Febre Amarela, Gripe Aviária, Gripe Suína&#8230; Sabe o que essas doenças tem em comum? São zoonoses. Doenças que podem ser transmitidas ao homem por animais ou vice-versa. É o veterinário que está na linha de frente de combate a essas doenças, muitas vezes colocando a própria vida em risco.</p>
<p>Ainda acha que o veterinário não faz parte da sua vida?</p>
<p>&#8230;e então, você já deu os parabéns pra ele?</p>
<p align="center"><img src="http://popnoid.com/wp-content/uploads/2011/09/DSC00701.jpg" class="blogimage" alt="Sim, eu sou Médica Veterinária :P" /></p>
<p>9 de setembro &#8211; dia do Médico Veterinário</p>
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		<title>O dia em que me tornei Médica Veterinária</title>
		<link>http://popnoid.com/2011/03/18/o-dia-em-que-me-tornei-medica-veterinaria/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Mar 2011 13:53:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana M.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href="http://popnoid.com/2011/03/18/o-dia-em-que-me-tornei-medica-veterinaria/"><img align="left" hspace="5" width="100" src="http://i25.photobucket.com/albums/c87/viciousvanilla/IMG_6958.jpg" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="família!" title="" /></a>Sob a proteção de Deus prometo que, no exercício da Medicina Veterinária, cumprirei os dispositivos legais e normativos, com especial atenção ao código de ética, sempre buscando uma harmonização perfeita entre ciência e arte, para tanto aplicando os conhecimentos científicos e técnicos em benefício da prevenção e cura de doenças animais, tendo como objetivo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://i25.photobucket.com/albums/c87/viciousvanilla/IMG_6958.jpg" class="blogimage" alt="família!" /></p>
<blockquote><p>Sob a proteção de Deus prometo que, no exercício da Medicina Veterinária, cumprirei os dispositivos legais e normativos, com especial atenção ao código de ética, sempre buscando uma harmonização perfeita entre ciência e arte, para tanto aplicando os conhecimentos científicos e técnicos em benefício da prevenção e cura de doenças animais, tendo como objetivo o homem. E prometo tudo isso fazer com o máximo respeito a ordem pública e aos bons costumes, mantendo o mais estrito segredo profissional das informações de qualquer ordem que, como profissional, tenha eu visto, ouvido ou lido, em qualquer circunstância em que esteja exercendo a profissão. Assim o prometo.</p></blockquote>
<p>Pai, essa é pra você!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A maldade que habita o pobre coração humano</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2011 17:03:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mimimi]]></category>
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		<category><![CDATA[bom-senso]]></category>
		<category><![CDATA[mau-humor]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://popnoid.com/2011/01/27/a-maldade-que-habita-o-pobre-coracao-humano/"><img align="left" hspace="5" width="100" src="http://i25.photobucket.com/albums/c87/viciousvanilla/dead_fish__by_sebreg-d2zx7q4-1.jpg" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="O que eu e o coelhinho pensamos de você" title="" /></a>Uma coisa que admiro em meus parentes é a capacidade de ser diplomático. Ou seja: por mais que estejam morrendo de vontade de dizer uma verdade ácida, só acenam com a cabeça e sorriem. Eu estou tentando me tornar mais hábil nesse quesito, porque é justamente ele que torna possível a convivência em sociedade. Sei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma coisa que admiro em meus parentes é a capacidade de ser diplomático. Ou seja: por mais que estejam morrendo de vontade de dizer uma verdade ácida, só acenam com a cabeça e sorriem. Eu estou tentando me tornar mais hábil nesse quesito, porque é justamente ele que torna possível a convivência em sociedade. Sei que tenho uma forte tendência a ser sincera na maior parte do tempo, mas meu auto-controle tem me surpreendido ultimamente. Pra vocês terem uma ideia de como é difícil pra mim não dizer a verdade, imagine um desconhecido tomando um tombo apoteótico na rua. Eu não dizer a verdade é como você não rir da situação. A seguir, pequenas situações do meu dia-a-dia que me obrigaram a frear a língua e dizer algo mais delicado.</p>
<p align="center"><a href="http://sebreg.deviantart.com/art/Dead-Fish-181268572"><img src="http://i25.photobucket.com/albums/c87/viciousvanilla/dead_fish__by_sebreg-d2zx7q4-1.jpg" class="blogimage" border="0" alt="O que eu e o coelhinho pensamos de você" /></a></p>
<h3>Situação 1: a blusa</h3>
<p>Eu não estava exatamente a procura de algo pra comprar, mas amei a cor da blusa na vitrine. Então, decidi entrar pra provar. O caimento era incrível e a cor da blusa acentuou a cor da minha pele. Eu decidi levar a peça. O preço? 120 reais.<br />
<strong>O que eu disse:</strong> Delicadamente falei que não faria uma compra por impulso. E sorri.<br />
<strong>O que eu não disse:</strong> 120 paus nessa camisetinha vagabunda? Vocês não tem vergonha de praticar esse assalto em plena luz do dia?</p>
<h3>Situação 2: a trágica</h3>
<p>A vida dela é mais sofrida do que a vida de Maria do Bairro. Aparentemente, nada dá certo. Mas ela enfrenta tudo com coragem. Leia-se: enchendo o saco alheio sobre como a vida dela é uma tragédia.<br />
<strong>O que eu disse:</strong> É, essas coisas acontecem mesmo&#8230; Coroei minha frase com um doce sorriso.<br />
<strong>O que eu não disse:</strong> Você é uma pessoa egoísta e mesquinha. Só olha pro seu próprio umbigo. Pare de achar que sua vida é uma grande merda. Você nunca passou fome na vida.</p>
<h3>Situação 3: o chato</h3>
<p>Ele tem opinião formada sobre tudo e, aparentemente, você deve prestar atenção nele porque ele é bem mais maduro do que você (ao menos é o que ele acredita). Ele quer atenção não porque merece. Ele quer atenção porque precisa dela pra sobreviver. E se você discorda dele, é porque você sente <em>ENVEJA</em>.<br />
<strong>O que eu disse:</strong> Nada, na maior parte do tempo. Continuo sorrindo.<br />
<strong>O que eu não disse:</strong> Você digita com uma mão só né? Porque parece que não tira o dedo do cu pra absolutamente nada!</p>
<h3>Situação 4: aquela que sabe demais</h3>
<p>Há teorias conspiratórias em cada esquina. Decidir acreditar ou não em cada uma delas é uma escolha sua. Atualmente, com o acesso <em>as internétes</em>, as coisas tem ficado bem piores.<br />
<strong>O que eu disse:</strong> Que coisa, não? Sorrio mais uma vez. Minhas bochechas começam a doer.<br />
<strong>O que eu não disse:</strong> O tempo que você tá gastando aí procurando ligações entre o fim do mundo em 2012 e o (suposto) suicídio de Getúlio Vargas você deveria estar gastando pra caçar alguém que te coma.</p>
<h3>Situação 5: eu te incomodo</h3>
<p>Você realmente não gosta de mim, mas ainda assim não consegue deixar de ficar perto de mim. É algo como uma atração fatal. Meu blog/twitter/msn são irresistíveis pra sua pessoa. Você se desdobra pra me dar indiretas.<br />
<strong>O que eu disse:</strong> Bem, nem todo mundo que tem blog quer ser famoso. Aparentemente, o sorriso ficou congelado para sempre em meu rosto.<br />
<strong>O que eu não disse:</strong> Você fica sentado atrás de um computador o dia inteiro fingindo que seu blog é relevante &#8220;a nível de&#8221; alguma coisa. Na vida real, estou correndo atrás do meu mestrado. Vai parar de chorar agora ou vou precisar te consolar na base da bolacha?</p>
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		<title>A vaca-cachorro</title>
		<link>http://popnoid.com/2011/01/25/a-vaca-cachorro/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Jan 2011 16:32:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana M.</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Puta que pariu!]]></category>
		<category><![CDATA[Reala]]></category>
		<category><![CDATA[bovinocultura]]></category>
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		<description><![CDATA[<a href="http://popnoid.com/2011/01/25/a-vaca-cachorro/"><img align="left" hspace="5" width="100" src="http://i25.photobucket.com/albums/c87/viciousvanilla/204807573-1.jpg" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="Banana" title="" /></a>Ontem durante o estágio eu estava no brete com meus superiores, ajudando a tocar vacas e aplicar medicamentos. Estávamos lidando com as vacas da baia 11. Ao todo são 16 baias com 2 vacas cada uma. É que na baia 11 tem a minha vaca favorita, que o pessoal do estágio apelidou de Banana, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem durante o estágio eu estava no brete com meus superiores, ajudando a tocar vacas e aplicar medicamentos. Estávamos lidando com as vacas da baia 11. Ao todo são 16 baias com 2 vacas cada uma. É que na baia 11 tem a minha vaca favorita, que o pessoal do estágio apelidou de Banana, por conta dos chifres moles e caídos (que parecem bananas, sacaram?).</p>
<p>- Eu adoro essa vaca. &#8211; comentei com meus superiores. &#8211; Ela parece muito com a minha cachorra Bianca.</p>
<p>O que eu achei ter sido um comentário inocente levou meus superiores a imaginarem que:</p>
<p><strong>A)</strong> Eu estava trabalhando demais e ficando louca.<br />
<strong>B)</strong> O sol de Piracicaba tinha derretido meus miolos e por isso eu estava louca.<br />
<strong>C)</strong> Eu tinha bebido o medicamento das vacas e me tornado louca.</p>
<p>- Não, po! &#8211; ainda tentei me defender. &#8211; Ela tem o tipão da minha cachorra. Até onde eu sei, minha cachorra não rumina e nem tem chifres!</p>
<p>Sério. Nunca tinha visto um bicho tão parecido com a Bianca como aquela vaca. A vaca é meio folgadona, totalmente sossegada. As vezes entro na baia dela pra tocar ela pro tronco e ela simplesmente nem se levanta. Qualquer dia vou encostar nela e tirar um cochilo porque né, a vaca é praticamente um pufe vivo. Um pufe de 600 kg da raça Nelore, mas ainda assim&#8230;</p>
<p>As vacas recebem dietas diferentes, de acordo com o experimento do meu superior. A baia onde mora a vaca Banana recebe dieta restrita &#8211; ou seja, pouquíssima ração. Por conta disso, Banana anda meio maloqueira e dá um jeito de abrir a porta da baia quando viro as costas. Pior que ela é safada, ela espera mesmo eu dar as costas pra tentar fugir e comer a comida das outras baias. Quando eu vejo, tá o animal de 600 kg tentando andar silenciosamente pra dentro de outra baia qualquer. Calcule. Daí começo a gritar com ela.</p>
<p>- 945! Volta já pra sua baia!</p>
<p>945 é o nome oficial da Banana. Mas o mais incrível é que ela <strong>sabe</strong> disso. Ela sabe que está errada em abrir a porta da baia. Sabe que eu fico brava e grito com ela. Então ela abaixa a cabeça e volta quietinha para sua baia. Como um cachorro arrependido.</p>
<p>E enquanto eu estou lá brigando com ela, ela evitar olhar na minha cara. Sério, é surreal. Eu fecho a baia e vou tocar outra baia. Mas quando eu olho pra trás&#8230; Lá está a Banana fugindo de novo de sua baia pra comer a comida das outras. Vaca safada! As vezes eu nem preciso falar nada. É só olhar pra ela que ela volta pro seu cantinho, com cara de pobre coitada.</p>
<p>Não sei se vocês já conheceram um cachorro sem-vergonha desse tipo. Mas estou seriamente tentada a acreditar que a banana é descendente de cachorros. Talvez até uma parente distante da Bianca&#8230;</p>
<p align="center"><img src="http://i25.photobucket.com/albums/c87/viciousvanilla/204807573-1.jpg" alt="Banana" class="blogimage" /><br />
Banana dentro de sua baia. Simpática, não?</p>
<p><strong>P.S.:</strong> Estão sentindo minha falta? Eu sabia que sim. Bom, pra quem gosta de vacas, tenho assunto de sobra. E pra quem não gosta&#8230; Meu filho, há alguém nesse mundo que não se encante com uma vaca? Mesmo?<br />
<strong>P.P.S.:</strong> Bianca é uma cadela da raça dogo argentino. Tem tamanho diretamente proporcional a sua preguiça. Acha que é dona do sofá de casa e começa a abanar o rabo toda vez que tentamos expulsá-la de lá. Ela ocupa com seu pequeno tamanho todo um sofá de dois lugares. Imaginem. Ah, e ela é branca. E parece mesmo uma vaca bem sossegada.</p>
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		<title>Porque eu voto em José Serra</title>
		<link>http://popnoid.com/2010/10/09/porque-eu-voto-em-jose-serra/</link>
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		<pubDate>Sun, 10 Oct 2010 01:50:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana M.</dc:creator>
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		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
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		<description><![CDATA[<a href="http://popnoid.com/2010/10/09/porque-eu-voto-em-jose-serra/"><img align="left" hspace="5" width="100" src="http://i25.photobucket.com/albums/c87/viciousvanilla/time45.png" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="josé serra 45" title="" /></a>A quem não me conhece, vou começar me apresentando. Meu nome é Mariana, tenho 25 anos e gosto de escrever. Sempre gostei de política e, quando era menor, fazia questão de assistir horário político. Cresci numa época de mudanças políticas extremas, talvez por isso eu seja tão interessada. A imagem mais marcante que tenho na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A quem não me conhece, vou começar me apresentando. Meu nome é Mariana, tenho 25 anos e gosto de escrever. Sempre gostei de política e, quando era menor, fazia questão de assistir horário político. Cresci numa época de mudanças políticas extremas, talvez por isso eu seja tão interessada. A imagem mais marcante que tenho na mente é o Impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1992. Tirei meu título de eleitor quando fiz 16 anos, e já o estreei em grande estilo: votando para presidente em 2002.</p>
<p><img src="http://i25.photobucket.com/albums/c87/viciousvanilla/time45.png" alt="josé serra 45" align="left" />Eu não costumo abordar política no meu blog. Mas dessa vez é diferente, até mesmo pelos últimos acontecimentos. Achei que deveria deixar minha opinião registrada não porque sou mulher e eleitora do Serra. Mas porque sou mulher, sou a favor do aborto e não sou católica.</p>
<p>Me defino há anos como agnóstica teísta. Acredito em Deus sim, mas nunca me encontrei em nenhuma religião. E sempre fui a favor do aborto, apesar de achar que o aborto ainda não condiz com a realidade brasileira. Então, por que votar num candidato que frisa tanto que é contra o aborto?</p>
<p>Sei que vivo num país que ainda valoriza o fato de um candidato acreditar ou não em Deus. Mas eu não acredito que isso defina o caráter de uma pessoa. E se o candidato é contra ou a favor do aborto? Acho justo que se faça um plebiscito para ver o que o brasileiro quer. Afinal de contas, é ele quem decide, não? A apenas algumas semanas do segundo turno, ambos os candidatos fazem questão de reafirmar que são contra o aborto e tementes a Deus. Então, em qual dos dois votar?</p>
<p>Eu escolhi votar no Serra pelos seguintes motivos: caráter, história, experiência e propostas apresentadas. Vi que meu candidato não mudou de opinião quando era conveniente. Isso pra mim demonstra firmeza da caráter. Meu candidato tem história limpa e nunca teve o nome envolvido em escândalos. Meu candidato já foi deputado federal, prefeito, senador, ministro e governador. Se vai ocupar o cargo de presidente, nada mais justo que tenha passado por outros cargos administrativos e tenha feito um bom trabalho. E gosto de saber que meu candidato tem propostas bem delineadas para a questão da saúde. Como alguns de vocês sabem, quebrei a perna a pouco tempo e dependi do SUS pra praticamente tudo.</p>
<p>Já a candidata Dilma, vou ser sincera. Até meses atrás, eu (bem como milhões de outros) não fazia a menor ideia de quem era. E pelo pouco tempo que a conheço, não tive uma boa impressão. Afinal de contas, sempre que seu nome aparece, está envolto em circunstâncias nebulosas.</p>
<p>Por isso, eu escolhi votar em José Serra. Como mulher, me sinto mais bem representada por ele.</p>
<h3>Você sabe quem é a Dilma?</h3>
<p><object width="600" height="475"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IZU3qEAZos4?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0xfff3eb&amp;color2=0xcee2df"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/IZU3qEAZos4?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0xfff3eb&amp;color2=0xcee2df" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="600" height="475"></embed></object></p>
<p><img src="http://popnoid.com/wp-content/themes/auryn-hybrid/img/li.gif" alt="" /> Achou meus motivos justos? <a href="http://twitter.com/home?status=Lendo http://popnoid.com/serra45 por @MarianaCurci!" title="Compartilhe no twitter!" target="_blank">Retweet</a>!<br />
<img src="http://popnoid.com/wp-content/themes/auryn-hybrid/img/li.gif" alt="" /> Não concorda comigo? Meus comentários estão abertos a manifestação de opiniões contrárias (desde que bem-educadas como o post acima <strong>:)</strong>)</p>
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		<title>Um dia em minha vida: edição “Festa do Peão” – Parte II</title>
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		<pubDate>Wed, 05 May 2010 16:26:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Reala]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno e Marrone]]></category>
		<category><![CDATA[estágio]]></category>
		<category><![CDATA[faculdade]]></category>
		<category><![CDATA[Festa do Peão]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina Veterinária]]></category>
		<category><![CDATA[show]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://popnoid.com/2010/05/05/um-dia-em-minha-vida-edicao-%e2%80%9cfesta-do-peao%e2%80%9d-%e2%80%93-parte-ii/"><img align="left" hspace="5" width="100" src="<?php bloginfo(" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="" title="" /></a>E aí, já leu a primeira parte do post? Então põe o chapéu, a bota e vem comigo. Repare que no post anterior eu falei no plural. &#8220;Entrávamos&#8221;, &#8220;ficávamos&#8221;, &#8220;mugíamos&#8221;. OK, vocês entenderam. E não, ainda não virei vaca. É que eu estava com a minha amiga já citada anteriormente. Então, onde estávamos? Ah sim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://popnoid.com/wp-content/themes/auryn-hybrid/img/li.gif" alt="" /> E aí, já leu a <a href="http://popnoid.com/2010/05/03/um-dia-em-minha-vida-edicao-festa-do-peao-parte-i/" target="_blank">primeira parte do post</a>? Então põe o chapéu, a bota e vem comigo.</p>
<p>Repare que no post anterior eu falei no plural. &#8220;Entrávamos&#8221;, &#8220;ficávamos&#8221;, &#8220;mugíamos&#8221;. OK, vocês entenderam. E não, ainda não virei vaca. É que eu estava com a minha amiga já citada anteriormente. Então, onde estávamos? Ah sim, na área do brete. Ficávamos ali fiscalizando pra ver se estava tudo certo com os animais, se os peões não usavam esporas pontudas e se não batiam nos touros. O veterinário fica o tempo todo passando de brete em brete, olhando cada um dos animais atentamente. Quando abrem a porteira e o touro sai pulando, voa merda pra tudo que é lado. Oh, claro, eu estava mesmo precisando de umas bolinhas verdes no meu jaleco branco. Some-se a isso que havia uns tiozinhos no palco fumando cigarro de palha e jogando as cinzas na gente (pois o palco era mais alto que os bretes). Ou seja: merda de touro + cinza de cigarro de palha = aroma da roça. Muito bucólico.</p>
<p>Encerrado o rodeio, temos que sair da área dos bretes e ajudar no embarque dos animais. Na verdade, nossa ideia era continuar ali dentro pra ver o show do Bruno e Marrone que começaria em seguida. Mas né, estagiário faz o que mandam, não o que quer. Ficamos depois com medo de tentar entrar no brete de novo, imaginando que os seguranças chutariam nossas bundas. Podíamos assistir o show da arena, mas o pessoal da organização já havia aberto e o povão já tinha tomado conta. Explico: na hora do show (e depois de termos embarcado todos os touros no caminhão), a arena é aberta. Mas eu sinceramente não tinha mais saúde pra outro show no meio do povão. Já me bastavam as experiências horrendas dos shows anteriores. Oi, olha um parênteses chegando.</p>
<p>No show do Victor e Leo dois dias atrás, vi o show da arena com uma amiga e mais três amigas da mesma. Estar no meio do povão, num grupo só de mulheres é pedir pra merda acontecer. Mano não respeita. E um tipo me tirou pra dançar. Contra a minha vontade. E não soltava a minha mão. Só que a cena era tão bizarra que em vez de pedir pra ele me soltar eu só conseguia dar risada e gritar &#8220;SOCORRO!&#8221; pra minha amiga. Sob pena de apanhar, o tipo chapeludo me soltou. Olha, não foi o primeiro nem o último da noite. Então fica o alerta pra você, mulher que nunca foi pra nenhuma festa do peão: em lugares do tipo, o desespero rola solto. Protejam-se. Fecha parênteses.</p>
<p>Voltando. Agora queríamos voltar pra área do brete pra ver Bruno e Marrone de pertinho. É aí que entra um tipo muito sinistro nessa história, a quem chamarei pelo codinome &#8220;Bizarro&#8221;. O Bizarro é aluno do primeiro ano de veterinária, e isso é tudo que eu sei sobre ele. Acontece que ele fez amizade com os seguranças e colocou a gente dentro do brete de novo. Só que a gente não sabia que, como estagiárias de veterinária, temos acesso a <strong>qualquer</strong> lugar daquela festa. Então, a ajudinha do Bizarro havia sido totalmente desnecessária.</p>
<p>Assistimos o show todo com o Bizarro por perto, dançando e fazendo graça pra chamar nossa atenção. Na verdade, pra chamar a atenção da minha amiga, por quem ele parecia ter desenvolvido uma espécie de paixão fulminante. Azar o dele, porque ela só tinha olhos pro Bruno. Posso falar? Achei o Bruno meio nojentinho. E toda vez que ele olhava pra gente, fazia a cara mais engraçada do mundo, arregalando os olhos. Já o Marrone foi um fofo, fez muita graça e deu rosas vermelhas pra mim e pra minha amiga. Rosas, claro né? Porque afinal de contas&#8230;</p>
<blockquote><p>Choram as rosas<br />
Porque não quero estar aqui<br />
Sem seu perfume<br />
Porque já sei que te perdi<br />
E entre outras coisas<br />
Eu choro por ti&#8230;</p>
<p>Bruno e Marrone &#8211; <em>Choram as rosas</em></p></blockquote>
<p>Final do show, o Bizarro chega de novo na minha amiga.<br />
- Você não me daria uma carona?<br />
Minha amiga, que ficou feliz por ele ter colocado a gente pra dentro do brete de novo, concordou e perguntou pra onde.<br />
- Pro motel X.<br />
- Olha o respeito! Sou casada, tenho filho&#8230;<br />
- Não, não é isso! É que eu moro ali perto&#8230;<br />
Verdade, perto do dito motel tem um bairro mais afastado. E ela concordou em levar o Bizarro até lá. Discretamente ela vira e me pergunta:<br />
- Mariana, você vem comigo né?<br />
Óbvio que eu iria, nem que ela não tivesse pedido. Não conhecemos o cara direito, vai saber&#8230;</p>
<p>Fomos juntos até o estacionamento e entramos no carro. Eu e a amiga na frente. O Bizarro sentou atrás, ficando bem entre nós duas. Tipo, eu sentia o bafo dele na minha nuca.<br />
- Seu carro é automático é?<br />
- É sim.<br />
- Então nem precisa fazer força.<br />
- Onde você mora mesmo?<br />
- Moro ali perto do motel X, numa clínica de reabilitação.<br />
E se vocês acham que isso é ruim, imaginem que o pior ainda está por vir.</p>
<p>Pra chegar ao tal motel, saímos da cidade e pegamos a rodovia. E a partir do motel, pegamos uma estradinha menor, mas ainda asfaltada.<br />
- São só mais 2,5km por essa estradinha. &#8211; dizia o Bizarro.<br />
E tudo que víamos era que a estrada se estreitava e ficava cada vez mais escura. Num pedaço especialmente assustador, um carro apareceu atrás de nós. Segundo minha amiga, o pensamento que passava pela cabeça dela era o seguinte:<br />
&#8220;Puta que pariu, fudeu! Caímos numa armadilha! E eu levei a Mari junto!&#8221;<br />
Mas o carro saiu de trás e entrou num dos sítios que por lá haviam. Enquanto isso, o Bizarro continuava com sua conversa amistosa.<br />
- Sabe, eu usava de tudo. Precisava fazer isso e andar armado pra me sentir mais homem. Hoje não preciso mais disso.<br />
- Aham, muito legal. &#8211; era tudo que eu e minha amiga conseguíamos dizer.<br />
Passados 2,5km, ainda não tínhamos chegado na tal clínica. Começamos a ficar com mais e mais medo.<br />
- São só mais 2 km a partir daqui. &#8211; afirmava o bizarro.<br />
Sim, isso era fantástico. Estava com minha amiga no carro com o Bizarro, ouvindo ele contar que costumava se drogar e andar armado enquanto sentia o bafo dele na minha nuca, andando por uma estradinha pequena e escura. Ótimo, vou morrer hoje. O Bizarro vai nos matar, nos estuprar, nos ressuscitar e nos matar de novo.<br />
- Aqui, é aqui. Pode fazer a volta e me deixar aqui. Eu vou pular o portão.</p>
<p>Não moço, COMO ASSIM? Será que ele mora mesmo nessa clínica? Será que ele veio assaltar a clínica e isso vai nos transformar em cúmplices? Foda-se. O importante é que ele estava fora do carro e estávamos voltando pra cidade. Minha amiga tremia. Eu tremia. Experiências pra reavaliar toda a sua vida, quem curte? Nos outros dias, tentamos manter uma distância segura do Bizarro. Não que ele tenha entendido, pois achou que era nosso amigo. Mas conseguimos evitar a carona. Porque né, vai saber.</p>
<p>Cheguei em casa ainda sob o efeito da adrenalina, e o que foi que eu fiz? Liguei o computador e fui <a href="http://www.twitpic.com/1gr29b" target="_blank">postar no twitter</a>. Porque de nada vale tudo isso se eu não puder colocar no blog/tuitar a respeito, certo?</p>
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