<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>POPNOiD.COM &#187; Desventuras</title>
	<atom:link href="http://popnoid.com/category/desventuras/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://popnoid.com</link>
	<description>The key.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 07 Feb 2012 01:32:55 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Porque a veterinária ainda vai me matar</title>
		<link>http://popnoid.com/2012/01/31/porque-a-veterinaria-ainda-vai-me-matar/</link>
		<comments>http://popnoid.com/2012/01/31/porque-a-veterinaria-ainda-vai-me-matar/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 11:46:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Reala]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina Veterinária]]></category>
		<category><![CDATA[vacas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://popnoid.com/?p=2262</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://popnoid.com/2012/01/31/porque-a-veterinaria-ainda-vai-me-matar/"><img align="left" hspace="5" width="100" height="100" src="http://popnoid.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC00109-150x150.png" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="essa vaca me ama s2" title="" /></a>Te dou uma palavra. Vaca. E sabe qual foi a primeira coisa que veio a sua mente? Aposto que foi algo assim: Só que a vaca em questão é essa. - Você é muito confiada. &#8211; repetiu meu superior mais uma vez. &#8211; Essa vaca ainda vai te pegar. Lógico que não dei bola. Sou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Te dou uma palavra. Vaca. E sabe qual foi a primeira coisa que veio a sua mente? Aposto que foi algo assim:</p>
<p align="center"><img src="http://popnoid.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC00109.png" class="blogimage" alt="essa vaca me ama s2" /></p>
<p>Só que a vaca em questão é essa.</p>
<p align="center"><img src="http://popnoid.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC00102.png" class="blogimage" alt="essa vaca me odeia" /></p>
<p>- Você é muito confiada. &#8211; repetiu meu superior mais uma vez. &#8211; Essa vaca ainda vai te pegar.</p>
<p>Lógico que não dei bola. Sou veterinária, então tenho essa mania idiota de achar que todos os animais são meus amigos (pequena nota: 99% dos veterinários são assim). Por causa disso mesmo, já fui mordida mais de uma vez. Por cachorros, não por vacas. Vacas não mordem. Quando estão irritadas ou mesmo assustadas com você, elas vão dar um jeito de te machucar. Pode ser com os chifres. Pode ser coice. Cabeçada. Ou mesmo, te prensar numa cerca ou num muro. Algumas vacas pisoteiam ou se ajoelham sobre você, e só saem de cima quando você para de se mexer. </p>
<p>- Não confie. &#8211; disse um outro amigo meu. &#8211; Boi que mata não é o boi bravo. Boi que mata é o boi de carro. Aquele boi que você está acostumado a lidar todo dia. De repente, ele vira e te mata. Simples assim.</p>
<p>Pois bem, a vaca em questão (aquela da qual meu superior falava) era uma vaca Nelore. Ligeira que só ela. Traiçoeira. Agia pelas costas e quando você menos esperava. Num momento, ela estava quietinha. No outro, ela estava correndo enfurecida na sua direção. Chamava-se 1828, embora também fosse conhecida por outros apelidos: Biscate, Tranqueira, Vaca Encardida, Nojenta, Fresca. Eu nunca tinha tido problemas com ela, porque ela era uma santa pra trazer pro curral. Mas meus dois superiores já sofreram com ela. Um deles precisou certa vez se jogar dentro do cocho pra fugir da vaca louca. Se ralou todo, mas escapou. No que se refere a Nelores, essa era diferente. Uma vaca Nelore é sim temperamental e mais, digamos, &#8220;selvagem&#8221; que vacas de outras raças. Mas elas são assustadas. Geralmente só correm um pouco na sua direção pra te assustar, e param quando vêem que você não é mais ameaça. A 1828 era diferente: ela corria pra pegar. </p>
<p>Eu nunca tinha tido problemas com ela até então. Geralmente eu entrava na baia dela, levava ela até o tronco e a trazia de volta para a baia. Era uma vaca educada comigo, por assim dizer. Eu tinha outras preocupações, como a vaca 28. Ela ficava na primeira baia e dava duas da 1828, além de ter chifres de tamanho respeitável. A 28 já tinha tentado me pegar, a tranqueira. Mais de uma vez, inclusive. E já tinha pegado minha amiga, coisa que me deixava 126351726531 vezes mais receosa toda vez que precisava entrar na baia dela. Tinha a 2500, que tinha o péssimo hábito de ir até o curral e depois voltar correndo pra baia. Na verdade, levava 3 ou 4 tentativas por dia pra conseguir colocar a vaca no curral. Era frustrante: eu estava levando a vaca, ela dava meia volta e saía correndo na direção contrária. Uma, duas, quatro, VINTE VEZES PUTAQUEPARIU ENTRA NO CURRAL VACA! Tinha a 1802, que não voltava nem que o diabo a carregasse para a própria baia. As vacas ficavam divididas aos pares, e a 1802 não se dava bem com a sua companheira de baia, a 1525.</p>
<p>Mas então, o assunto ainda é a 1828. Foi o dia que finalmente parei de confiar na minha sorte e tive que encarar a realidade. Nesse dia, a 1828 estava solta num piquete e, como de costume, entrei no piquete para levá-la até o curral. Não sei como reproduzir os barulhos que a gente fazia pra tocar vaca, mas é uma combinação interessante de gritos, grunhidos e assovios. Cada um tem o sei jeito e o meu era mais ou menos assim.</p>
<p>- 1828! BORA VACA! Ô! ÔA! Ô! BORA VAAAAAAAACA! VAMO 1828!</p>
<p>Nessa parte ela deveria sair tranquilamente do piquete e ir até o curral, como sempre fazia. Só que nesse dia, ela ficou parada me encarando. Gritei com ela de novo, tentando soar mais autoritária. Nada. Gritei mais uma vez e finalmente obtive algum resultado. Ela estava correndo. Não pro curral. Na minha direção. Feito idiota, comecei a correr de costas. Não de costas pra vaca, visto que eu estava deveras preocupada com os chifres. Eu estava de frente pra ela, segurando um tocador (um pedaço de pau fino e comprido que a gente usava pra tocar vaca, doh) e rezando pra que aquilo fosse o suficiente pra me eu defender. Sem olhar pra trás e bem mais preocupada em continuar encarando a 1828 enquanto balançava o tocador na direção dela. Foi aí que eu não vi a inclinação no terreno e literalmente rolei morro abaixo, feito uma bola de praia. Se não fosse por isso, ela teria me pegado. Puta merda, ela quase me pegou.</p>
<p>- Mariana! LEVANTA MARIANA!</p>
<p>Não sei quem gritou comigo primeiro, mas precisei de alguns gritos pra me dar conta de que estava estabacada no chão encarando a vaca e paralisada pelo medo. Se a 1828 bem quisesse, poderia muito bem ter vindo até mim e me feito de carpete pra limpar os cascos. Vocês já viram aquelas imagens de touradas onde o touro ergue o toureiro com os chifres e o joga no ar como se fosse um boneco de pano? Essa seria eu se não me levantasse rapidinho dali. Eu tremia, mas consegui escapar do piquete pela cerca. A 1828 nem se mexeu, ficou só me olhando. Ela estava querendo deixar claro quem mandava! Eu teria ficado muito puta se não estivesse mais preocupada com a segurança dos meus órgãos internos&#8230;</p>
<p>Pra minha sorte, ela não chegou nem perto de me machucar. Graças a minhas propriedade aerodinâmicas e a minha capacidade de rolar morro abaixo, eu escapei. Mas não tive essa sorte em outros episódios. Mas fica pra outro post. <strong>:)</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://popnoid.com/2012/01/31/porque-a-veterinaria-ainda-vai-me-matar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>16</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um dia pegando em pintos</title>
		<link>http://popnoid.com/2011/04/25/um-dia-pegando-em-pintos/</link>
		<comments>http://popnoid.com/2011/04/25/um-dia-pegando-em-pintos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 Apr 2011 16:47:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desventuras]]></category>
		<category><![CDATA[avicultura]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina Veterinária]]></category>
		<category><![CDATA[piadas]]></category>
		<category><![CDATA[pintos]]></category>
		<category><![CDATA[trocadilhos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://popnoid.com/?p=1948</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://popnoid.com/2011/04/25/um-dia-pegando-em-pintos/"><img align="left" hspace="5" width="100" src="http://i25.photobucket.com/albums/c87/viciousvanilla/pinto01.gif" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="pinto grande" title="" /></a>ATENÇÃO: post com altíssimo teor de trocadilhos. Mas se você acha que com esse calor não há nada melhor do que uma chuvinha em cima, pode continuar lendo.* Eu gosto de ajudar. Sou uma boa samaritana. Ainda mais quando o caboclo chega em mim falando que quer minha ajuda pra pegar em pintos. Uau! Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ATENÇÃO:</strong> post com altíssimo teor de trocadilhos. Mas se você acha que com esse calor não há nada melhor do que uma chuvinha em cima, pode continuar lendo.<strong>*</strong></p>
<p align="center"><a href="http://www.nadaver.com/" target="_blank"><img src="http://i25.photobucket.com/albums/c87/viciousvanilla/pinto01.gif" class="blogimage" border="0" alt="pinto grande" /></a></p>
<p>Eu gosto de ajudar. Sou uma boa samaritana. Ainda mais quando o caboclo chega em mim falando que quer minha ajuda pra pegar em pintos. Uau! Não precisa nem chamar que eu vou! &#8220;Pintos. Daqueles que piam.&#8221;, ele se viu obrigado a adicionar. Mal pude disfarçar minha cara de decepção. &#8220;Então, quinta-feira, as 8.&#8221; Quinta era feriado, Tiradentes. Não que eu fosse descansar. Eu trabalharia da mesma forma com as vacas. Ia ser mole passar o dia pegando em pintos. Certo? CERTO??</p>
<p>Claro que o pessoal da reprodução animal não ia deixar barato. Logo eles, que passam o dia com a mão no cu da vaca ou masturbando touro pra coletar sêmen! A zoação costumeira corria solta na mesa onde havíamos nos sentado pra apreciar uma coca-cola gelada depois de mais um dia ferrado de serviço. Até que um rolo meu apareceu. E calhou do cara ser japonês. A zoação foi elevada a níveis que poderiam ser medidos em bombardeios de Hiroshima.</p>
<p>- Quer dizer que você gosta de japonês, é?<br />
- &#8230;<br />
- Escolhi certo pra lidar com os pintinhos na quinta!<br />
- (explode de vergonha e pede pra ser engolida pela terra)</p>
<p>Atentem para quem disse isso: foi meu superior. Professor-doutor e tudo o mais que se tem direito. Zoando. Com a minha cara. Eu queria morrer de catapora. O cara tinha me metido na roubada do século e ainda fazia questão de apontar pra minha cara e dizer <a href="http://youtu.be/rX7wtNOkuHo">&#8220;Rá! Rá!&#8221;</a>. Fingi que nada estava acontecendo e saí pra resolver meus assuntos. Porque né, sou uma pessoa atarefada e precisava desesperadamente fugir de tudo e de todos. Digo. Fazer umas coisinhas antes da quinta-feira.</p>
<p>É chegado o grande dia! Ansiosos? Pois é, vocês nem imaginam como eu estava louca pra começar. Conheci o cara que tinha pedido minha ajuda no dia e logo de cara ele já diz que é &#8220;o cara mais odiado da Zootecnia&#8221;. Por que? Oras, porque ele pede ajuda a todo mundo porque sempre tem muito trabalho a fazer e não tá conseguindo seguir essa rotina de trabalhar 16 horas por dia. Fiquei com certa pena dele. Parecia um cara legal, só muito cansado.</p>
<p>O segui até os barracões onde ficavam os dito-cujos e tive uma pequenina surpresa: os tais &#8220;pintos&#8221; mais pareciam galinhões já bem criados. &#8220;São adolescentes&#8221;, me disse meu acompanhante. &#8220;Eles tem 39 dias&#8221;, completou ele. Os tais pintos (que vou chamar assim daqui pra frente apenas por conta de preguiça de escrever &#8220;galinhões&#8221;) estavam separados em diversos boxes por raça. Resumindo: pintos de todos os tamanhos e cores disponíveis. Too soon? Calma que ainda vai piorar.</p>
<p>Os maiores eram os tais pintos da raça 7 P. Só a título de curiosidade, 7 P significa &#8220;Pinto Preto Pesado de Pasto, Pescoço Pelado de Piracicaba&#8221;. Não, sério. Os tais Pintos Pretos eram os mais pesados e nervosos. Pegar e conter um era tarefa pra gente altamente treinada.</p>
<p>- Esses são os pintos de tripla aptidão. &#8211; comentou meu novo amigo.<br />
- Carne, ovos e&#8230;?<br />
- Carne, ovos e macumba. &#8211; me disse ele, muito sério. Aparentemente, a sanidade passa longe do pessoal da Zootecnia.</p>
<p>&#8220;Te zoam muito?&#8221;, finalmente perguntei. Precisava matar minha curiosidade. &#8220;Me encheram o saco lá na Reprodução Animal porque eu passaria o dia pegando em pintos&#8221;, expliquei. Ele me olhou da forma mais séria possível. E respondeu: &#8220;Sou gaúcho, tenho 24 anos, torço pro São Paulo e trabalho com pintos. O que acha?&#8221;</p>
<p>Conforme passava o dia com o responsável pela granja, eu o conhecia melhor. Era gaúcho e tinha se formado em Santa Catarina. E aparentemente não se importava com as piadas de duplo sentido que eu e outras pessoas íamos soltando conforme o trabalho corria. Até que&#8230;</p>
<p>- Você sabe que o X paga 150 reais por dia de serviço, né? &#8211; o X em questão era o orientador dele.<br />
- Não, não sabia. Mesmo.<br />
- Mesmo. E pra cada piada de pinto que você fizer, é descontado um real do seu salário.<br />
- Então&#8230;<br />
- Você já está me devendo 50 reais.</p>
<p>Depois de um dia inteiro de serviço (das 8 da manhã até as 5 da tarde), finalmente terminamos. Eu estava toda carimbada de presentes meigos que os pintos tinham deixado conforme os pegava. Não ajudou o fato das fezes deixarem manchas esbranquiçadas na minha roupa. Meus braços estavam arranhados e alguns cortes haviam sido consideravelmente profundos. Mas tinha acabado. E me despedi do meu novo amigo (o gaúcho que trabalha com pintos) com a promessa de que viria caso ele precisasse de ajuda novamente. Não me olhem assim. Trabalhar com pintos foi duro, mas divertido.</p>
<p>Voltei ao QG da Reprodução Animal com um sorriso estampado no rosto. O pessoal estava passando ultra-som em algumas vacas, e eu ficaria só fazendo companhia mesmo. Poxa, já tinha dado duro um dia inteiro, né? De cara, o que mais chamou a atenção foram os arranhões nos meus braços. &#8220;Os pintos arrancaram sangue de você!&#8221;, era o começo de uma nova onda de piadas ruins de duplo sentido. </p>
<p>&#8220;Mas que porra é essa na sua roupa?&#8221;<br />
&#8220;Sabe qual o melô do japonês? Meu pintinho amarelinho!&#8221;<br />
&#8220;O pinto e a pinta foram ao restaurante. Quem pagou a conta? A pinta. Porque o pinto tava duro!&#8221;</p>
<p>Mas eu estava feliz e me sentia com o dever cumprido. E agora, posso fazer stand-up. Recolhi material suficiente pra um ano inteirinho de shows.</p>
<p><strong>*</strong> Não curtiu uma chuvinha? E que tal um solzinho?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://popnoid.com/2011/04/25/um-dia-pegando-em-pintos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A vaca-cachorro</title>
		<link>http://popnoid.com/2011/01/25/a-vaca-cachorro/</link>
		<comments>http://popnoid.com/2011/01/25/a-vaca-cachorro/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Jan 2011 16:32:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Puta que pariu!]]></category>
		<category><![CDATA[Reala]]></category>
		<category><![CDATA[bovinocultura]]></category>
		<category><![CDATA[estágio]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina Veterinária]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://popnoid.com/?p=1908</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://popnoid.com/2011/01/25/a-vaca-cachorro/"><img align="left" hspace="5" width="100" src="http://i25.photobucket.com/albums/c87/viciousvanilla/204807573-1.jpg" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="Banana" title="" /></a>Ontem durante o estágio eu estava no brete com meus superiores, ajudando a tocar vacas e aplicar medicamentos. Estávamos lidando com as vacas da baia 11. Ao todo são 16 baias com 2 vacas cada uma. É que na baia 11 tem a minha vaca favorita, que o pessoal do estágio apelidou de Banana, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem durante o estágio eu estava no brete com meus superiores, ajudando a tocar vacas e aplicar medicamentos. Estávamos lidando com as vacas da baia 11. Ao todo são 16 baias com 2 vacas cada uma. É que na baia 11 tem a minha vaca favorita, que o pessoal do estágio apelidou de Banana, por conta dos chifres moles e caídos (que parecem bananas, sacaram?).</p>
<p>- Eu adoro essa vaca. &#8211; comentei com meus superiores. &#8211; Ela parece muito com a minha cachorra Bianca.</p>
<p>O que eu achei ter sido um comentário inocente levou meus superiores a imaginarem que:</p>
<p><strong>A)</strong> Eu estava trabalhando demais e ficando louca.<br />
<strong>B)</strong> O sol de Piracicaba tinha derretido meus miolos e por isso eu estava louca.<br />
<strong>C)</strong> Eu tinha bebido o medicamento das vacas e me tornado louca.</p>
<p>- Não, po! &#8211; ainda tentei me defender. &#8211; Ela tem o tipão da minha cachorra. Até onde eu sei, minha cachorra não rumina e nem tem chifres!</p>
<p>Sério. Nunca tinha visto um bicho tão parecido com a Bianca como aquela vaca. A vaca é meio folgadona, totalmente sossegada. As vezes entro na baia dela pra tocar ela pro tronco e ela simplesmente nem se levanta. Qualquer dia vou encostar nela e tirar um cochilo porque né, a vaca é praticamente um pufe vivo. Um pufe de 600 kg da raça Nelore, mas ainda assim&#8230;</p>
<p>As vacas recebem dietas diferentes, de acordo com o experimento do meu superior. A baia onde mora a vaca Banana recebe dieta restrita &#8211; ou seja, pouquíssima ração. Por conta disso, Banana anda meio maloqueira e dá um jeito de abrir a porta da baia quando viro as costas. Pior que ela é safada, ela espera mesmo eu dar as costas pra tentar fugir e comer a comida das outras baias. Quando eu vejo, tá o animal de 600 kg tentando andar silenciosamente pra dentro de outra baia qualquer. Calcule. Daí começo a gritar com ela.</p>
<p>- 945! Volta já pra sua baia!</p>
<p>945 é o nome oficial da Banana. Mas o mais incrível é que ela <strong>sabe</strong> disso. Ela sabe que está errada em abrir a porta da baia. Sabe que eu fico brava e grito com ela. Então ela abaixa a cabeça e volta quietinha para sua baia. Como um cachorro arrependido.</p>
<p>E enquanto eu estou lá brigando com ela, ela evitar olhar na minha cara. Sério, é surreal. Eu fecho a baia e vou tocar outra baia. Mas quando eu olho pra trás&#8230; Lá está a Banana fugindo de novo de sua baia pra comer a comida das outras. Vaca safada! As vezes eu nem preciso falar nada. É só olhar pra ela que ela volta pro seu cantinho, com cara de pobre coitada.</p>
<p>Não sei se vocês já conheceram um cachorro sem-vergonha desse tipo. Mas estou seriamente tentada a acreditar que a banana é descendente de cachorros. Talvez até uma parente distante da Bianca&#8230;</p>
<p align="center"><img src="http://i25.photobucket.com/albums/c87/viciousvanilla/204807573-1.jpg" alt="Banana" class="blogimage" /><br />
Banana dentro de sua baia. Simpática, não?</p>
<p><strong>P.S.:</strong> Estão sentindo minha falta? Eu sabia que sim. Bom, pra quem gosta de vacas, tenho assunto de sobra. E pra quem não gosta&#8230; Meu filho, há alguém nesse mundo que não se encante com uma vaca? Mesmo?<br />
<strong>P.P.S.:</strong> Bianca é uma cadela da raça dogo argentino. Tem tamanho diretamente proporcional a sua preguiça. Acha que é dona do sofá de casa e começa a abanar o rabo toda vez que tentamos expulsá-la de lá. Ela ocupa com seu pequeno tamanho todo um sofá de dois lugares. Imaginem. Ah, e ela é branca. E parece mesmo uma vaca bem sossegada.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://popnoid.com/2011/01/25/a-vaca-cachorro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Piorando o que já não era muito bom</title>
		<link>http://popnoid.com/2010/06/28/piorando-o-que-ja-nao-era-muito-bom/</link>
		<comments>http://popnoid.com/2010/06/28/piorando-o-que-ja-nao-era-muito-bom/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 10:33:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Drama gal]]></category>
		<category><![CDATA[Mimimi]]></category>
		<category><![CDATA[doente]]></category>
		<category><![CDATA[fratura]]></category>
		<category><![CDATA[tombos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://popnoid.com/?p=1448</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://popnoid.com/2010/06/28/piorando-o-que-ja-nao-era-muito-bom/"><img align="left" hspace="5" width="100" height="100" src="http://popnoid.com/wp-content/plugins/thumbnail-for-excerpts/tfe_no_thumb.png" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="" title="" /></a>Tá perdido? Melhor ler esse post aqui antes de ler o que está escrito a seguir. Eis que no domingo acordo sentindo dores na panturrilha da perna quebrada. Já tiveram cãimbra na batata da perna? Era uma dor parecidíssima, só que muito mais forte. Acordei a minha mãe chorando (aos gritos, já que ir correndo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tá perdido? Melhor ler <a href="http://popnoid.com/2010/06/24/como-se-ferrar-num-unico-passo/" target="_blank">esse post aqui</a> antes de ler o que está escrito a seguir.</p>
<p>Eis que no domingo acordo sentindo dores na panturrilha da perna quebrada. Já tiveram cãimbra na batata da perna? Era uma dor parecidíssima, só que muito mais forte. Acordei a minha mãe chorando (aos gritos, já que ir correndo ao quarto dela estava fora de questão) e pedi o remédio. No caso, tramadol. Agora abro aqui um parênteses pra explicar como eu consegui o tramadol.</p>
<p>Pra quem não conhece, o tramadol é um primo da morfina, classificado como um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Opióides" target="_blank">opióide</a>. É um analgésico poderoso, mas também causa náuseas e sonolência. Por causar dependência, é vendido com receita controlada. Eu quebrei a perna na terça e o que o médico simpaticíssimo do SUS me receitou? Um anti-inflamatório. O troço não fazia nem cócegas na dor que eu sentia. Não sou burra e fui uma aluna excelente de farmacologia (a faculdade de veterinária tá me saindo bastante útil nessa situação hein?), então sabia o que deveria tomar e tinha uma ideia da dose. Consegui a receita do tramadol com amigos e pedi pro meu irmão comprar. Eu estava me dando bem associando o tramadol com o anti-inflamatório, até domingo&#8230;</p>
<p>Que foi quando as coisas ficaram realmente feias. Eu tinha episódios de dor pela manhã, mas nada parecido com o que eu tive no domingo. Eu chorava e cerrava os dentes pra não fazer (mais) escândalo. Olha que de acordo com o médico do SUS, minha dor deveria parar sábado, que era quando acabava meu remédio. Jóia né? Pedi o telefone pra minha mãe e liguei correndo pros meus parentes ortopedistas. Por sorte, um tio e um primo meus são. Meu primo disse pra eu ir num hospital porque toda aquela dor não era normal. Mais notícias boas: graças a alguns motivos bem chatinhos, eu poderia desenvolver uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Trombose" target="_blank">trombose</a>. </p>
<p>Enquanto minha mãe e meu irmão  corriam atrás de um ortopedista de plantão aqui na minha cidade, eu tentava ficar imóvel na minha cama. É doloroso quando você não encontra nenhuma posição confortável. Ortopedista? Só na cidade vizinha, Atibaia. Conseguimos que uma tia minha nos levasse até o hospital pra eu me consultar. Fui atendida rapidamente, e logo o médico me colocou numa mesa e retirou a tala da minha perna direita.</p>
<p>&#8220;É, tá bem dura.&#8221;, foi o que ele falou enquanto apalpava minha panturrilha. Dura, inchada e roxa. Tive ainda mais medo de ter desenvolvido algum problema vascular. O médico ainda não podia descartar trombose, então mandou que eu fizesse um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ecocardiografia" target="_blank">eco doppler</a>, um tipo de ultra-som dos meus vasos sanguíneos da perna direita. Mais uma vez tive sorte, já que o fluxo de sangue estava muito bom e (por enquanto) não comprometia nenhum tecido. O problema maior era o inchaço. Desde terça não houve melhora. Assim, tudo na minha perna direita fica comprimido abaixo do joelho. O fluxo sanguíneo é bom, mas tá sendo dificultado pelo inchaço. E meus nervos tão comprimidos, o que faz com que eu sinta muita dor e dormência na perna ao mesmo tempo. Esquisito, não?</p>
<p>O médico elogiou eu ter feito algo pela minha dor, mas resolveu triplicar a minha dose de tramadol e continuar associando com o anti-inflamatório. E nada de ficar com a perna pra baixo, a não ser que seja estritamente necessário. A chance de eu desenvolver uma trombose ainda é de 50%. <strong>:P</strong> Ou como ele mesmo disse:<br />
&#8220;Você não tem uma trombose. AINDA. Mas vai desenvolver uma se não se cuidar.&#8221;<br />
E disse mais. Disse pra eu ficar de olho no inchaço. Caso ele vá além do meu joelho (e comece a pegar algo acima disso), é pra eu correr que já arranjei uma trombose.</p>
<p>Tem mais o detalhe dos efeitos colaterais do tramadol. É maravilhoso que eu não sinta mais nenhuma dor, mas também é horrível ser obrigada a comer quando não se tem fome. O negócio te dá uma ânsia violenta se você estiver de estômago vazio. E ainda te dá sonolência e te deixa grogue. Eu falo enrolado boa parte do tempo. Só não falo enrolado quando estou dormindo. Ao que parece, dormindo eu grito e choro. É, não to sendo uma boa colega de quarto no momento.</p>
<p>Em resumo: estou bem. Tive que me adaptar a minha nova rotina. E tenho de agradecer muito aos amigos que me arranjaram a receita do tramadol. Não é a primeira nem a segunda vez que eles salvam a minha pele. E eu sinto que nunca vou agradecê-los o suficiente.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://popnoid.com/2010/06/28/piorando-o-que-ja-nao-era-muito-bom/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Como se ferrar num único passo</title>
		<link>http://popnoid.com/2010/06/24/como-se-ferrar-num-unico-passo/</link>
		<comments>http://popnoid.com/2010/06/24/como-se-ferrar-num-unico-passo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 12:44:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Drama gal]]></category>
		<category><![CDATA[doente]]></category>
		<category><![CDATA[fratura]]></category>
		<category><![CDATA[tombos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://popnoid.com/?p=1440</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://popnoid.com/2010/06/24/como-se-ferrar-num-unico-passo/"><img align="left" hspace="5" width="100" height="100" src="http://popnoid.com/wp-content/plugins/thumbnail-for-excerpts/tfe_no_thumb.png" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="" title="" /></a>E vocês sabem que sou uma pessoa bastante literal. Então, eu me ferrei literalmente num único passo. Tudo começou por causa de uma cama de casal. Na verdade, tudo começou porque sou um desastre e nasci com dois pés esquerdos. Sou capaz de coisas incríveis quando o assunto é &#8220;estabano&#8221;. E esse foi só mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E vocês sabem que sou uma pessoa bastante literal. Então, eu me ferrei <strong>literalmente</strong> num único passo.</p>
<p>Tudo começou por causa de uma cama de casal. Na verdade, tudo começou porque sou um desastre e nasci com dois pés esquerdos. Sou capaz de coisas incríveis quando o assunto é &#8220;estabano&#8221;. E esse foi só mais um dos meus episódios de &#8220;estabanismo&#8221;. Então, tudo começou com uma cama de casal num dia chuvoso. Minha amiga está de mudança e não havia lugar para a tal cama na casa nova dela. Pedi a ajuda do meu irmão e de um amigo que tem uma pick up para transportar a cama. Aqui na frente da minha casa já, subi num degrau para agradecer a ajuda do amigo, só que na hora de descer&#8230;</p>
<p>Atenção que estamos falando de um degrau entre a minha calçada e a calçada do vizinho, com cerca de 30 cm de altura. Normalmente eu iria correndo até lá medir e fotografar, mas &#8220;ir correndo&#8221; é o tipo de coisa que não está nos meus planos nas próximas semanas. Posso culpar o degrau alto. Posso culpar o dia chuvoso. Mas a verdade é que sou um desastre e falseei o pé na hora de descer o tal degrau. Daí a coisa foi literalmente ladeira abaixo.</p>
<p>Quem viu disse que caí e ainda desci um tanto da minha calçada ralando a cara no cimento. Meu primeiro pensamento foi &#8220;Que vergonha, todo mundo me viu cair!&#8221;. Meu segundo pensamento foi &#8220;ARRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRGGGGGGGGGGHHHHQETYQTWUQWYTY!!!!!&#8221;. Dor dor dor muita dor. Como eu nunca havia sentido. Porque pra mim o que aconteceu foi o seguinte: na hora de descer o tal degrauzão, virei o pé esquerdo e caí em cima da perna direita. Óbvio que alguma coisa estava muito errada. A dor era surreal. </p>
<p>Minha amiga disse que a primeira reação quando ela viu a cena foi correr pro carro e acender um cigarro. Sim, ela precisava se acalmar né? Meu irmão disse que parecia que estavam matando um porco. E meu amigo se limitava a me encarar de olhos arregalados. Lógico que tudo isso durou apenas alguns segundos. Logo meu irmão correu pegar gelo, meu amigo correu pra me ajudar e apoiou as minhas costas e minha amiga correu pra tirar os tênis que eu estava usando. Porque sim, não tenho nem como dizer que estava de salto alto pra ter tomado um tombo daquele jeito.</p>
<p>Meu irmão e meu amigo me colocaram no carro da minha amiga, que me levou ao hospital. Sei que perguntaram alguma coisa, mas eu só conseguia chorar e pensar na dor. Tenho certeza que na hora meu irmão não deve ter achado que era sério, visto que tenho fama de ser um tantinho escandalosa. Mas meus dois tornozelos se transformaram em bolas gigantes e assustadoras. Me lembro muito pouco de como cheguei ao hospital. Só sei que cheguei pedindo algum remédio de qualquer coisa que fosse pra tirar AQUELA DOR FILHA DA PUTA que eu eu estava sentindo. Consegui, e um enfermeiro veio aplicar uma injeção na minha bunda. Oi, na bunda? Não podemos negociar um pouquinho, tio? Não, não dá. É dor demais. Tanto que nem senti a injeção.</p>
<p>Talvez eu estivesse fazendo uma cena, porque virei a atração da sala de espera. Sentia as pessoas se compadecendo da minha dor, e acho que devia ter gente lá com problemas bem mais sérios que o meu. Obviamente eu não sabia qual era o meu problema até o momento. Me encaminharam ao raio X quase que em seguida e eu comecei a rir. Não sei o que tinha naquela maldita injeção, mas certamente as piadinhas do meu irmão não estavam ajudando. Ele me comparava ao Abaporu e pedia que eu não desse risada, porque senão iam achar que meu caso não era sério.</p>
<p>Parei de rir e finalmente olhei meus pés. O tornozelo esquerdo estava gigante. O direito não estava tão inchado, mas era ele que me preocupava: era muita dor pra um tornozelo só. Na hora de tirar o raio X, o médico conseguiu posicionar meu tornozelo esquerdo tranquilamente, mas quando tentou posicionar o direito, eu chorei feito criança. Peguei o raio X e olhei com muita atenção. Eu fui uma aluna excelente de radiologia, mas não consegui enxergar a fratura. Só vi que havia algo de errado no tornozelo direito porque a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fíbula" target="_blank">fíbula</a> parecia estar fora do lugar.</p>
<p>Fomos então conversar com o médico, que bateu o olho no raio X e disse &#8220;É, você tem uma fratura no pé direito.&#8221;. Me mandou tomar mais uma daquelas injeções legais, mais soro e depois fazer uma tala no pé direito. Eu estava com o pé bastante inchado, por isso ele evitou engessar. Sei que quando fui fazer a tala, a segunda injeção bateu forte e eu comecei a rir da mulher que estava fazendo o curativo no meu pé. Ela se chamava Socorro. Oras, uma médica trabalhando no Pronto Socorro e que se chamava Socorro. Eu ri.</p>
<p>No final da história, consegui enxergar a fratura no raio X. A fíbula direita está mesmo fraturada. O médico disse ainda que tive sorte, porque justo no local fraturado passa um ligamento que poderia ser pinçado pela fratura. Pelo que deu pra ver, a fratura está estável. Mas vou fazer outro raio X semana que vem pra ver se algo saiu do lugar. Daí não tem choro nem vela, vou ter que fazer cirurgia. Enquanto isso, o pé esquerdo está com uma entorse bastante séria. Não posso apoiar no chão, sob o risco de fraturar o local onde ocorreu a luxação. Assim, não posso utilizar nenhum dos dois pés e fui gentilmente obrigada pelo médico a não me mexer pelo menos durante a próxima semana. O que significa que nesse exato momento eu deveria estar deitada na minha cama com os pés pra cima. Mas assim não tem DS que chegue né? Então fico na cadeira de rodas, pra cima e pra baixo (dentro da minha casa só, obviamente).</p>
<p>Resumindo a coisa toda: eu sei que é uma situação bastante chata. Eu estava com passagem comprada pra viajar amanhã pra Campo Grande. Ia passar o mês estagiando na minha terra, na casa de uma tia. Estava feliz e animada com a viagem. Mas depois de um tempo, comecei a pensar no assunto e parei de reclamar. A coisa toda podia ser bem pior e minha situação é temporária. Mas isso é assunto pra outro post, que eu já me alonguei demais. <strong>:)</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://popnoid.com/2010/06/24/como-se-ferrar-num-unico-passo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>16</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um dia em minha vida: edição “Festa do Peão” – Parte II</title>
		<link>http://popnoid.com/2010/05/05/um-dia-em-minha-vida-edicao-%e2%80%9cfesta-do-peao%e2%80%9d-%e2%80%93-parte-ii/</link>
		<comments>http://popnoid.com/2010/05/05/um-dia-em-minha-vida-edicao-%e2%80%9cfesta-do-peao%e2%80%9d-%e2%80%93-parte-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 May 2010 16:26:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Reala]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno e Marrone]]></category>
		<category><![CDATA[estágio]]></category>
		<category><![CDATA[faculdade]]></category>
		<category><![CDATA[Festa do Peão]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina Veterinária]]></category>
		<category><![CDATA[show]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://popnoid.com/?p=1388</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://popnoid.com/2010/05/05/um-dia-em-minha-vida-edicao-%e2%80%9cfesta-do-peao%e2%80%9d-%e2%80%93-parte-ii/"><img align="left" hspace="5" width="100" src="<?php bloginfo(" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="" title="" /></a>E aí, já leu a primeira parte do post? Então põe o chapéu, a bota e vem comigo. Repare que no post anterior eu falei no plural. &#8220;Entrávamos&#8221;, &#8220;ficávamos&#8221;, &#8220;mugíamos&#8221;. OK, vocês entenderam. E não, ainda não virei vaca. É que eu estava com a minha amiga já citada anteriormente. Então, onde estávamos? Ah sim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://popnoid.com/wp-content/themes/auryn-hybrid/img/li.gif" alt="" /> E aí, já leu a <a href="http://popnoid.com/2010/05/03/um-dia-em-minha-vida-edicao-festa-do-peao-parte-i/" target="_blank">primeira parte do post</a>? Então põe o chapéu, a bota e vem comigo.</p>
<p>Repare que no post anterior eu falei no plural. &#8220;Entrávamos&#8221;, &#8220;ficávamos&#8221;, &#8220;mugíamos&#8221;. OK, vocês entenderam. E não, ainda não virei vaca. É que eu estava com a minha amiga já citada anteriormente. Então, onde estávamos? Ah sim, na área do brete. Ficávamos ali fiscalizando pra ver se estava tudo certo com os animais, se os peões não usavam esporas pontudas e se não batiam nos touros. O veterinário fica o tempo todo passando de brete em brete, olhando cada um dos animais atentamente. Quando abrem a porteira e o touro sai pulando, voa merda pra tudo que é lado. Oh, claro, eu estava mesmo precisando de umas bolinhas verdes no meu jaleco branco. Some-se a isso que havia uns tiozinhos no palco fumando cigarro de palha e jogando as cinzas na gente (pois o palco era mais alto que os bretes). Ou seja: merda de touro + cinza de cigarro de palha = aroma da roça. Muito bucólico.</p>
<p>Encerrado o rodeio, temos que sair da área dos bretes e ajudar no embarque dos animais. Na verdade, nossa ideia era continuar ali dentro pra ver o show do Bruno e Marrone que começaria em seguida. Mas né, estagiário faz o que mandam, não o que quer. Ficamos depois com medo de tentar entrar no brete de novo, imaginando que os seguranças chutariam nossas bundas. Podíamos assistir o show da arena, mas o pessoal da organização já havia aberto e o povão já tinha tomado conta. Explico: na hora do show (e depois de termos embarcado todos os touros no caminhão), a arena é aberta. Mas eu sinceramente não tinha mais saúde pra outro show no meio do povão. Já me bastavam as experiências horrendas dos shows anteriores. Oi, olha um parênteses chegando.</p>
<p>No show do Victor e Leo dois dias atrás, vi o show da arena com uma amiga e mais três amigas da mesma. Estar no meio do povão, num grupo só de mulheres é pedir pra merda acontecer. Mano não respeita. E um tipo me tirou pra dançar. Contra a minha vontade. E não soltava a minha mão. Só que a cena era tão bizarra que em vez de pedir pra ele me soltar eu só conseguia dar risada e gritar &#8220;SOCORRO!&#8221; pra minha amiga. Sob pena de apanhar, o tipo chapeludo me soltou. Olha, não foi o primeiro nem o último da noite. Então fica o alerta pra você, mulher que nunca foi pra nenhuma festa do peão: em lugares do tipo, o desespero rola solto. Protejam-se. Fecha parênteses.</p>
<p>Voltando. Agora queríamos voltar pra área do brete pra ver Bruno e Marrone de pertinho. É aí que entra um tipo muito sinistro nessa história, a quem chamarei pelo codinome &#8220;Bizarro&#8221;. O Bizarro é aluno do primeiro ano de veterinária, e isso é tudo que eu sei sobre ele. Acontece que ele fez amizade com os seguranças e colocou a gente dentro do brete de novo. Só que a gente não sabia que, como estagiárias de veterinária, temos acesso a <strong>qualquer</strong> lugar daquela festa. Então, a ajudinha do Bizarro havia sido totalmente desnecessária.</p>
<p>Assistimos o show todo com o Bizarro por perto, dançando e fazendo graça pra chamar nossa atenção. Na verdade, pra chamar a atenção da minha amiga, por quem ele parecia ter desenvolvido uma espécie de paixão fulminante. Azar o dele, porque ela só tinha olhos pro Bruno. Posso falar? Achei o Bruno meio nojentinho. E toda vez que ele olhava pra gente, fazia a cara mais engraçada do mundo, arregalando os olhos. Já o Marrone foi um fofo, fez muita graça e deu rosas vermelhas pra mim e pra minha amiga. Rosas, claro né? Porque afinal de contas&#8230;</p>
<blockquote><p>Choram as rosas<br />
Porque não quero estar aqui<br />
Sem seu perfume<br />
Porque já sei que te perdi<br />
E entre outras coisas<br />
Eu choro por ti&#8230;</p>
<p>Bruno e Marrone &#8211; <em>Choram as rosas</em></p></blockquote>
<p>Final do show, o Bizarro chega de novo na minha amiga.<br />
- Você não me daria uma carona?<br />
Minha amiga, que ficou feliz por ele ter colocado a gente pra dentro do brete de novo, concordou e perguntou pra onde.<br />
- Pro motel X.<br />
- Olha o respeito! Sou casada, tenho filho&#8230;<br />
- Não, não é isso! É que eu moro ali perto&#8230;<br />
Verdade, perto do dito motel tem um bairro mais afastado. E ela concordou em levar o Bizarro até lá. Discretamente ela vira e me pergunta:<br />
- Mariana, você vem comigo né?<br />
Óbvio que eu iria, nem que ela não tivesse pedido. Não conhecemos o cara direito, vai saber&#8230;</p>
<p>Fomos juntos até o estacionamento e entramos no carro. Eu e a amiga na frente. O Bizarro sentou atrás, ficando bem entre nós duas. Tipo, eu sentia o bafo dele na minha nuca.<br />
- Seu carro é automático é?<br />
- É sim.<br />
- Então nem precisa fazer força.<br />
- Onde você mora mesmo?<br />
- Moro ali perto do motel X, numa clínica de reabilitação.<br />
E se vocês acham que isso é ruim, imaginem que o pior ainda está por vir.</p>
<p>Pra chegar ao tal motel, saímos da cidade e pegamos a rodovia. E a partir do motel, pegamos uma estradinha menor, mas ainda asfaltada.<br />
- São só mais 2,5km por essa estradinha. &#8211; dizia o Bizarro.<br />
E tudo que víamos era que a estrada se estreitava e ficava cada vez mais escura. Num pedaço especialmente assustador, um carro apareceu atrás de nós. Segundo minha amiga, o pensamento que passava pela cabeça dela era o seguinte:<br />
&#8220;Puta que pariu, fudeu! Caímos numa armadilha! E eu levei a Mari junto!&#8221;<br />
Mas o carro saiu de trás e entrou num dos sítios que por lá haviam. Enquanto isso, o Bizarro continuava com sua conversa amistosa.<br />
- Sabe, eu usava de tudo. Precisava fazer isso e andar armado pra me sentir mais homem. Hoje não preciso mais disso.<br />
- Aham, muito legal. &#8211; era tudo que eu e minha amiga conseguíamos dizer.<br />
Passados 2,5km, ainda não tínhamos chegado na tal clínica. Começamos a ficar com mais e mais medo.<br />
- São só mais 2 km a partir daqui. &#8211; afirmava o bizarro.<br />
Sim, isso era fantástico. Estava com minha amiga no carro com o Bizarro, ouvindo ele contar que costumava se drogar e andar armado enquanto sentia o bafo dele na minha nuca, andando por uma estradinha pequena e escura. Ótimo, vou morrer hoje. O Bizarro vai nos matar, nos estuprar, nos ressuscitar e nos matar de novo.<br />
- Aqui, é aqui. Pode fazer a volta e me deixar aqui. Eu vou pular o portão.</p>
<p>Não moço, COMO ASSIM? Será que ele mora mesmo nessa clínica? Será que ele veio assaltar a clínica e isso vai nos transformar em cúmplices? Foda-se. O importante é que ele estava fora do carro e estávamos voltando pra cidade. Minha amiga tremia. Eu tremia. Experiências pra reavaliar toda a sua vida, quem curte? Nos outros dias, tentamos manter uma distância segura do Bizarro. Não que ele tenha entendido, pois achou que era nosso amigo. Mas conseguimos evitar a carona. Porque né, vai saber.</p>
<p>Cheguei em casa ainda sob o efeito da adrenalina, e o que foi que eu fiz? Liguei o computador e fui <a href="http://www.twitpic.com/1gr29b" target="_blank">postar no twitter</a>. Porque de nada vale tudo isso se eu não puder colocar no blog/tuitar a respeito, certo?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://popnoid.com/2010/05/05/um-dia-em-minha-vida-edicao-%e2%80%9cfesta-do-peao%e2%80%9d-%e2%80%93-parte-ii/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um dia em minha vida: edição &#8220;Festa do Peão&#8221; &#8211; Parte I</title>
		<link>http://popnoid.com/2010/05/03/um-dia-em-minha-vida-edicao-festa-do-peao-parte-i/</link>
		<comments>http://popnoid.com/2010/05/03/um-dia-em-minha-vida-edicao-festa-do-peao-parte-i/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 03 May 2010 13:31:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Reala]]></category>
		<category><![CDATA[estágio]]></category>
		<category><![CDATA[faculdade]]></category>
		<category><![CDATA[Festa do Peão]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina Veterinária]]></category>
		<category><![CDATA[show]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://popnoid.com/?p=1363</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://popnoid.com/2010/05/03/um-dia-em-minha-vida-edicao-festa-do-peao-parte-i/"><img align="left" hspace="5" width="100" src="http://i25.photobucket.com/albums/c87/viciousvanilla/esquemafesta.png" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="esquema da festa do peão" title="" /></a>Veremos que meu dia passa de um drama a um filme de amor com direito a por do sol na praia e CHORAM AS ROSAS até um filme de terror. Duvida? Vai lendo. Estou estagiando na Festa do Peão da minha cidade, Bragança Paulista. Pra quem não sabe do que se trata, é uma das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Veremos que meu dia passa de um drama a um filme de amor com direito a por do sol na praia e <em>CHORAM AS ROSAS</em> até um filme de terror. Duvida? Vai lendo.</p>
<p>Estou estagiando na Festa do Peão da minha cidade, Bragança Paulista. Pra quem não sabe do que se trata, é uma das maiores festas do tipo do Brasil. SRSLY! A quinta maior, segundo o locutor-fofuxo-que-cumprimentou-a-gente. Vamos devagar que senão me embolo e ninguém merece meu fluxo desconexo de pensamentos.</p>
<p>Pela manhã, tomo meu doce café (doce em todos os sentidos que vocês puderem imaginar) e pego carona com a amiga. Atentem para ela, pois sua presença é fundamental pra certos acontecimentos mais adiante. O estágio começa pela manhã, mas há turnos a tarde e também a noite. Domingo, resolvemos estagiar só de noite porque né, idade chegando e as duas vovós estavam com dores nas costas.</p>
<p>Daí eu devo abrir um parênteses e explicar: o estágio é pesado e somos pau pra toda obra. Nosso serviço inclui desde conferir GTAs (as Guias de Trânsito Animal, sem elas o animal não pode entrar na festa) até mesmo lavar carneiros. Isso que você acabou de ler. L-A-V-A-R C-A-R-N-E-I-R-O-S. É quase como lavar um cobertor, só que um cobertor vivo que caga no seu pé. Sério. Fecha parênteses.</p>
<p>Então, como estágiárias de veterinária, temos acesso ao brete. E brete, segundo a excelentíssima <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brete" target="_blank">wikipédia</a> é:</p>
<blockquote><p>Um brete (em inglês: cattle crush, squeeze chute ou stock) é um compartimento ou jaula para reter bovinos, cavalos ou outros tipos de gado com segurança enquanto estes são examinados, marcados ou recebem tratamento veterinário.</p></blockquote>
<p>Vale lembrar que de noite, o que acontece na festa é o rodeio. Então, o que estava contido no brete eram touros de rodeio. O brete é uma estrutura construída na frente do palco, que se abre pra uma arena. Se você não entendeu, eu desenho.</p>
<p align="center"><img src="http://i25.photobucket.com/albums/c87/viciousvanilla/esquemafesta.png" alt="esquema da festa do peão" /></p>
<p>Eu sou aquele pontinho rosa ali. Pra entrar na área do brete, entrávamos por trás do palco e passávamos no meio da arena. Mas só podíamos fazer esse trajeto quando não havia nenhum touro solto na arena. Emocionante? Eu te conto o que é emocionante. Ficávamos a centímetros dos touros de rodeio. Dizer que o animal estava contido ali nos bretes não é totalmente verdade. Estamos falando de <strong>touros de rodeio</strong>, alguns pesando mais de uma tonelada. Quando algum deles pulava lá dentro, a estrutura inteira do brete chacoalhava. Pensei que a qualquer momento eu ia virar panqueca. Daí posso até ouvir os miguxos-veggies-pró-direitos-dos-animais dizendo que seria bem feito pra mim, já que eu havia me metido a trabalhar num rodeio. Daí vou abrir outro parênteses pra explicar algumas coisinhas.</p>
<h3>Tudo o que você não queria saber sobre rodeio mas vou explicar mesmo assim</h3>
<p><strong>1)</strong> <em>Eles amarram os testículos do touro?</em><br />
Não, não amarram. O sedém, aquela corda que dizem que serve pra isso, não passa nem perto dos testículos.</p>
<p><strong>2)</strong> <em>Mas ela machuca o animal?</em><br />
Não, não machuca. A corda comprime a região do vazio do animal. Incomoda sim, mas não machuca.</p>
<p><strong>3)</strong> <em>Mas então por que o touro pula?</em><br />
O touro pula porque tem um peão montado nele. Pode reparar que o touro para de pular quando o peão cai. Essa característica é genética e não é todo animal que a possui.</p>
<p><strong>4)</strong> <em>Os touros apanham?</em><br />
Não, não apanham. Porque os veterinários do evento não permitem. Há um motivo bem simples pra isso, que vai além de bem estar animal: maus-tratos podem resultar no embargo da festa. Não falo só do rodeio, falo dos shows e da festa toda em si.</p>
<p>Muitas vezes o tropeiro que acompanha o peão é ignorante e bate no touro. Nosso trabalho lá dentro é evitar que isso aconteça. Aconteceu algo assim enquanto eu estava dentro do brete, por isso posso falar. Quando restam poucos animais para entrarem no brete, fica mais difícil de conduzi-los. Por isso, um dos tropeiros começou a bater nos animais, pra fazer com que eles entrassem nos bretes. Uma das estagiárias viu e falou com o tropeiro pra que ele parasse. A resposta que ela ouviu:<br />
- Vocês veterinários não sabem o que a gente passa pra colocar esses animais aí pra dentro!<br />
Acontece que a Polícia Ambiental viu a confusão e entrou no brete. Peitar uma estagiária sozinha é fácil. Com um policial de cada lado, fica mais difícil, não é? O veterinário do evento chegou em seguida e ordenou que o tropeiro machão fosse retirado da área. No final das contas, os animais que não queriam entrar no brete foram deixados de lado. E o dia foi salvo pelos super veterinários.</p>
<p>Apesar de tudo, quero deixar claro que não gosto de rodeios e não sou a favor do dito &#8220;esporte&#8221;. Mas também não gosto de informações incorretas propagadas a respeito da minha profissão. Acho que se eu tenho esse espaço, é meu dever esclarecer o que posso a respeito. <strong>:)</strong></p>
<p>Amanhã eu volto com a segunda parte. Ou não volto. O que sei é que já escrevi pra caramba e ainda nem cheguei no show.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://popnoid.com/2010/05/03/um-dia-em-minha-vida-edicao-festa-do-peao-parte-i/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

