Você é o que você come? Nessa, dá para falar de “filosofias” da alimentação (quem defende o vegetarianismo, por exemplo), de quem se preocupa (ou não!!!) com o que come, de quem come, come e não engorda naaaada, etc.
Na minha faculdade, convivo com muitos vegetarianos. Medicina Veterinária e amor aos animais andam juntos, ao que parece, até os extremos. Por isso, muitos acreditam que deixar de comer animais é um ato de amor. Sexta passada uma amiga minha, vegetariana, estava se queixando da falta que um hambúrguer ou um cachorro-quente faziam. Perguntei a ela por que então ela não voltava a comer carne, e ela me disse que os animais eram seus amigos e ela não comia seus amigos.
Vamos deixar algo claro por aqui. Eu respeito a força de vontade dela e respeito a ideologia que ela tão bravamente defende. Também amo os animais. Se fosse diferente, eu não estaria fazendo Medicina Veterinária. É só que, pra mim, há formas muito mais efetivas de defender os animais do que parando de comer carne. Atacar quem come não é o caminho, pode ter certeza.
Mais do que isso: eu não acredito em sofrimento. Não acredito em contar calorias, não acredito em passar vontade, não acredito em deixar de comer um certo tipo de alimento. A vida é curta demais pra nos preocuparmos com certas neuroses. Você é o que você vive, você é como você age. Condenar uma picanha não te torna alguém melhor. Viver do jeito que você acredita estar feliz sem precisar interferir na vida dos outros, sim.

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